sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Operação Resgate

Pois é, a bateria não aguentou... a carga descrita no post anterior segurou por uma semana, mais ou menos.



Mas como aconteceu?

Bom, saí com ele um dia desses de manhã e ele pegou de primeira. "Bom sinal", pensei eu, e lá fomos pra rua. Andei um tempo, parei num posto, fiquei lá alguns minutos de propósito pra ver como se comportava a bateria, voltei e pegou novamente de primeira.
Aí, resolvi que só pegar de primeira não era suficiente, tinha que ver se ela aguentava o tranco do Idling Stop (o sistema que corta o funcionamento do motor caso o scooter esteja parado por 3 segundos). Parei num semáforo, liguei o sistema. Motor parou, reacelerei, pegou. Segunda intervenção do sistema, reacelerei... e nada! Imóvel estava, imóvel ficou.

Isso já eram 11 da manhã, o sol torrando e eu dê-lhe a empurrar a moto. Aqui vale abrir um parêntese pra falar da eterna solidariedade de quem anda de moto. Desde o entregador do restaurante que ligou do celular dele e agitou um socorro com troca de bateria (que não rolou pois extrapolaram o tempo previsto em mais de uma hora) até um outro entregador que queria me ajudar empurrando a moto até minha casa (mesmo com a sacola cheia de entregas) até um rapaz numa DT 200R que perguntou se tava tudo bem. Ando de moto há 24 anos e ainda me surpreendo com isso. De tudo de bom que a moto me trouxe, essa vai ser sempre a melhor parte.

Deixei o Jarvis num rua próxima a praia e tracei a estratégia pro resgate:
  • voltar pra casa de ônibus;
  • almoçar (saco vazio não para em pé);
  • ir comprar a bateria;
  • voltar pro Jarvis, montar a bateria e vazar.
Tudo isso com um cronograma mais apertado que cinta abdominal, porque tinha de buscar minha namorada as 18h pra levar um documento pro advogado dela e ver um filme... nisso, já eram quase duas da tarde quando deixei ele lá.

 "Guenta aí, cara, que eu já volto!"


Eu e a bateria no ônibus de volta.  Paguei R$ 160,00, no Império das Baterias (Av. Afonso Pena 265, Santos-SP). Garantia de 6 meses.

Instrumentos cirúrgicos a postos. Esse estojo estava no porta-luvas do Herbie, mas agora deixei no Jarvis, onde creio que será mais útil.


Em questão de minutos, tudo estava resolvido. Bateria nova no lugar, Jarvis pegou na primeira dedada no botão. Devido ao adiantado da hora, deixei para o dia seguinte a manutenção nos freios.
Ocorre que já fazia um bom tempo que o disco havia empenado, vivia raspando na pastilha e toda freada a frente "dançava." E eu fui deixando, deixando, deixando, até que levei na concessionária pra resolver esse problema.
(confesso: fui um tremendo preguiçoso e irresponsável nesse quesito).

Cheguei lá, relatei o problema e o consultor chamou o mecânico pra ver a roda. Na mesma hora ele solta: 
"Alguém mexeu nessa roda? Olha a porca..."

Não essa ...



ESSA!

Pois é, minha gente... olha a porca!
A teoria mais provável, segundo ele, foi de uma tentativa de roubo: o cidadão tentou levar a roda, viu a trava de disco e forçou até empenar o disco. É bem provável, pois lembro que quando isso começou foi logo após eu ter parado o Jarvis numa região meio "cabulosa" da cidade. 
Uma hora e R$ 180,00 depois, nosso herói deixou a concessionária em perfeita saúde. Disco trocado, felizmente não afetou a pastilha e nem a pinça. Pronto pra cair na rua com segurança.

No fim, foi uma tarde bem divertida, apesar da correria. Ou, talvez, por causa da correria, que é algo que sumiu do meu cotidiano desde que fui demitido. O fato do plano de resgate ter dado certo também contribuiu pra essa sensação de dever cumprido, essa satisfação de "ter história pra contar."
Minha namorada que não curtiu muito, porque acabei dormindo no ombro dela vendo DVD... foi mal, amor... hahahaha.



Bom, por hoje é só.
Obrigado por acompanhar e...


ABRAÇOS COTIDIANOS!

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